Com recorde de 1,6 milhão de análises, INSS reduz fila de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março
Marca histórica de produtividade faz número total de pedidos aguardando resposta recuar e atinge patamar inédito de conclusões mensais
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançou, em março de 2026, a marca histórica de 1,625 milhão de processos concluídos. O recorde de desempenho impacta diretamente quem aguarda uma resposta para os principais pedidos de benefícios, como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Esse grupo, classificado tecnicamente como Reconhecimento Inicial de Direitos (RID) , registrou, em apenas um mês, uma redução acentuada de 334 mil processos. O número representa uma queda de quase 11% no estoque (pedidos aguardando resposta), aliviando a espera de cidadãos que dependem da concessão de direitos previdenciários e assistenciais geridos pela autarquia.
Estratégia e consistência
Como o instituto recebe novos requerimentos diariamente, o volume de trabalho é dinâmico. Em março de 2026, a média de novos pedidos foi de 61 mil por dia, superando a média de 59 mil registrada no mês anterior. Esse fluxo contínuo exige que o ritmo de análise supere a entrada de novas solicitações para que o estoque apresente queda sustentada.
Para alcançar esses resultados, o INSS adotou uma série de medidas, como a nacionalização da fila de análise, permitindo que servidores de qualquer região atuem nos processos de localidades com maior tempo de espera, garantindo mais equidade e eficiência. Além disso, a autarquia tem promovido mutirões de análise administrativa e perícia médica, em parceria com o Ministério da Previdência Social (MPS), e ainda criou grupos de trabalho especializados, focados em reduzir o represamento de requerimentos de maior complexidade.
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