Programa Fulbright celebra 80 anos com participação da CAPES
Evento reuniu autoridades de Brasil e EUA, pesquisadores e ex-bolsistas ligados ao intercâmbio científico entre as duas nações
A celebração pelos 80 anos do Programa Fulbright , iniciativa de intercâmbio educacional e cultural patrocinada pelo governo dos Estados Unidos, reuniu, em Brasília, autoridades brasileiras e americanas, pesquisadores, professores e ex-bolsistas. Representando a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação (CAPES/MEC), Denise Pires de Carvalho, o diretor de Relações Internacionais da Fundação, Rui Vicente Oppermann, participou da solenidade realizada nesta segunda-feira (18).
Oppermann salientou que a articulação internacional ocupa papel estratégico na formação de pesquisadores e no fortalecimento das redes de produção científica e relembrou a essência da iniciativa: “A proposta original partia da convicção de que a cooperação acadêmica internacional seria um instrumento fundamental para a construção da paz e para a aproximação entre sociedades. Passados 80 anos, essa convicção não poderia ser mais atual. Ao longo de oito décadas, o programa tornou-se referência mundial em mobilidade acadêmica de excelência”, afirmou.
O Programa Fulbright, criado em 1946 pelo senador J. William Fulbright, está presente em mais de 160 nações. No Brasil, a Comissão Fulbright atua desde 1957. Dados históricos indicam que mais de 4,9 mil brasileiros realizaram estudos e pesquisas nos Estados Unidos. Em contrapartida, cerca de 3,4 mil norte-americanos vieram ao país para atividades acadêmicas e científicas.
A conselheira para Assuntos de Cultura, Educação e Imprensa da Embaixada dos Estados Unidos, Elizabeth Detmeister, destacou a relevância da atuação conjunta com o governo brasileiro para a continuidade das ações desenvolvidas. “O sucesso do Programa Fulbright no Brasil só é possível graças à importante cooperação e ao compromisso financeiro dos nossos parceiros no governo do Brasil”, observou.O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, avaliou que o intercâmbio amplia os vínculos construídos entre os participantes e destacou o marco dos 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. “A base dessa parceria são as relações entre pessoas. Não apenas relações entre governos”, enfatizou.
Ao abordar a parceria entre a CAPES/MEC e a comissão, Rui Oppermann mencionou projetos direcionados à pesquisa e à modernização do ensino superior, como bolsas de doutorado-sanduíche, programas de professor visitante e cátedras em universidades norte-americanas.
Ele deu destaque especial ao Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI), voltado à rede pública, e ao Master of Fine Arts (MFA – Mestre em Belas Artes). Sobre este último, Oppermann ressaltou o caráter inovador do fomento às artes visuais. “Com vários ex-bolsistas sendo destaques nacionais e internacionais, tendo inclusive um brasileiro premiado na indicação ao Oscar de um filme internacional”, disse. A declaração foi uma referência ao roteirista Murilo Hauser, ex-bolsista do programa MFA, indicado na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025 pelo filme Ainda Estou Aqui.
O evento contou também com a participação da diretora de Educação Básica da CAPES/MEC, Marcia Serra. Ex-bolsista da Fulbright, ela é atualmente a responsável pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência e Desenvolvimento Profissional (PIPD).
O diretor-executivo da Comissão Fulbright Brasil, Luiz Loureiro, afirmou que o impacto gerado ultrapassa o ambiente de estudos. Para ele, o foco principal do programa é estabelecer "conexões para toda a vida". “Os resultados aparecem nas relações que continuam existindo mesmo depois do período de intercâmbio”, declarou.
Oportunidades
Por: ASCOM/CAPES
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