Social e Políticas Públicas

Financiamento a economia sustentável precisa passar do bilhão para o trilhão

Em debate no G20, embaixadora alerta para mobilização de recursos públicos e privados. “Agenda se conecta às necessidades de se combater pobreza e crise do clima", diz Tatiana Rosito

Agência Gov | Via Ministério da Fazenda
09/04/2024 18:13
Financiamento a economia sustentável precisa passar do bilhão para o trilhão
Foto: Diogo Zacarias/MF


Em reunião virtual, os vice-ministros de Finanças e vice-presidentes de Bancos Centrais do G20 defendem estratégias de financiamento para enfrentar a emergência climática. Liderados por Tatiana Rosito, coordenadora da Trilha de Finanças, participantes debateram o aumento do financiamento para o desenvolvimento sustentável; a cooperação internacional para taxação de super-ricos e a reforma dos bancos multilaterais. A próxima discussão no FMI, em Washington, semana que vem. promete avançar ainda mais nessa direção.

Estratégias para a mobilização de recursos públicos e privados para enfrentar a emergência climática foram pontos-chave da reunião dos vice-ministros de Finanças e vice-presidentes de Bancos Centrais do G20, que aconteceu em Brasília, por videoconferência. Tatiana Rosito, coordenadora da Trilha de Finanças, detalhou que o tema é central de uma arquitetura financeira em que os valores de financiamento para o desenvolvimento sustentável “passem dos bilhões para os trilhões” de dólares.

A embaixadora detalhou que outra prioridade da presidência brasileira do fórum que pode contribuir para a mobilização de recursos para a transição ecológica é a reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento (MDBs, na sigla em inglês), que também esteve no cerne dos debates sobre finanças e desenvolvimento sustentável dos representantes.

Além disso, Rosito reforçou que a cooperação internacional para taxação de super-ricos é um tema bem recebido pelos países membros. A embaixadora salientou que a proposta tem respaldo significativo da sociedade civil, da academia e figura nas agendas dos governos, que têm se empenhado em apoiar medidas de tributação mais progressivas que incluem, entre outros, impostos sobre a riqueza extrema.

“É uma agenda em construção que conecta diretamente às necessidades ampliadas de fontes financeiras para combater a pobreza ou a crise do clima. Ela é percebida e recebida muito bem, pois une a questão de progressividade tributária e de justiça social em âmbito global. Estamos satisfeitos com a recepção que vem recebendo e trabalhando para ter uma declaração sobre o tema”, destacou.

Encontro no FMI

Na próxima semana, entre os dias 18 e 19 (quinta e sexta-feira) será realizada a terceira reunião de ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, em Washington, Estados Unidos, como parte da programação anual das reuniões de Primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Com dois temas prioritários como pauta, os encontros “coroam um segundo círculo de reuniões de grupos de trabalho, iniciativas e das forças-tarefas que foram criadas pela presidência brasileira”, afirmou Rosito.

“A primeira reunião vai se dedicar ao tema das finanças sustentáveis, de reimaginar o financiamento climático para atender as ambições de combate à mudança climática junto com os desafios do desenvolvimento. A segunda se concentra numa agenda sobre arquitetura financeira internacional para o século XXI em dois aspectos: a reforma e fortalecimento dos bancos multilaterais”, explicou.

De acordo com Tatiana Rosito, de forma concreta, a presidência brasileira espera que os representantes discutam também a construção de um roteiro para os MDBs se tornarem maiores e mais eficazes, bem como a resiliência de fluxos financeiros para o financiamento para economias em desenvolvimento.

Por: Ministério da Fazenda 


 

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