Planalto

2026 se apresenta como oportunidade de aprofundar o projeto de país mais justo e menos desigual

Ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, destaca como o Governo do Brasil encerrou 2025: protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. "O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano", diz

Sidônio Palmeira | Ministro da Secom-PR
11/01/2026 10:12
2026 se apresenta como oportunidade de aprofundar o projeto de país mais justo e menos desigual
Ricardo Stuckert/PR
Defesa da soberania e da democracia marcaram o ano de conquistas sociais e econômicas

desigualdade brasileira não é um desvio de percurso, é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprendemos com Florestan Fernandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica. É método.

Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil se lançou ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades.

É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O governo foi testado diariamente por previsões econômicas pessimistas, tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu."

O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava impor o caos, o país avançou. Estar do lado do povo brasileiro requer convicção.

Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a Justiça Tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão.

Esse projeto está apenas começando. O combate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem consolidar uma identidade, sem assumir um lado e sem tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo "em cima do muro" quando o que está em jogo é a vida de milhões.

Com políticas como Luz do PovoGás do PovoReforma Casa BrasilAgora Tem EspecialistasCNH do Brasil e o IR Zero, o governo deixou claro em 2025: governa para o povo, com o povo e do lado do povo. Ponto.

O Brasil também voltou a falar com o mundo a partir de si mesmo. A COP 30 recolocou o país no centro do debate climático global, sem submissão nem negacionismo, apresentando ao mundo o mapa do caminho e afirmando que desenvolvimento, proteção ambiental e soberania nacional não são opostos, mas partes do mesmo projeto de futuro.

Por isso, a afirmação não é apenas política, é histórica: sim, nós vencemos 2025. Mas e agora? O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano.

O primeiro passo é aprovar o fim da escala 6x1 sem redução de salário. Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo, e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenha a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm.

Se, para Florestan Fernandes, o privilégio é incompatível com a democracia, o fim da 6x1 é passo imprescindível ao amadurecimento do nosso modelo democrático."

É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar um projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes.

O caminho está traçado. O lado está escolhido. O Brasil seguirá em frente —com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro.


Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo deste domingo 11/1


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