Cultura

Brasil marca presença no Festival de Berlim 2026 com dez produções audiovisuais

Seleção evidencia diversidade estética e regional do cinema brasileiro, com obras realizadas com apoio de políticas públicas do MinC

Agência Gov | Via MinC
14/02/2026 12:01
Brasil marca presença no Festival de Berlim 2026 com dez produções audiovisuais

O cinema brasileiro terá participação expressiva na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), em 2026. Ao todo, dez produções nacionais integram a programação oficial do evento, distribuídas por diferentes mostras, como Generation, Panorama, Fórum, Fórum Expanded e Perspectives, reafirmando a força criativa e a diversidade do audiovisual brasileiro no cenário internacional.

Parte significativa das obras selecionadas contou com recursos de políticas públicas do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), da Agência Nacional do Cinema (Ancine), do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc e de mecanismos previstos na legislação de fomento ao audiovisual, além de apoios estaduais e municipais. Os investimentos consolidados nas produções somam R$ 12,9 milhões via FSA, e R$ 7,6 milhões, via Lei do Audiovisual, conforme registros oficiais, reforçando o papel estratégico do Estado no fortalecimento da cadeia produtiva do setor e na ampliação da presença do Brasil em festivais de prestígio mundial.

Na Berlinale Generation Kplus, dedicada ao público infantojuvenil, o Brasil participa com três longas-metragens. A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai, contou com investimento público, R$ 800 mil pela Lei do Audiovisual, R$ 860 mil pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e R$ 300 mil pela Lei Paulo Gustavo.

Já Papaya, de Priscilla Kellen, recebeu aportes de R$ 646 mil com recursos vinculados ao FSA/Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Completa a seleção Feito Pipa, de Allan Deberton, que contabiliza investimento total de R$4,7 milhões pelo FSA, sendo cerca de R$1 milhão via Art. 1º-A e R$3 milhões pelo Art. 3º, dentro dos mecanismos da Lei do Audiovisual.

Na mostra Generation 14plus, foi selecionado o longa-metragem Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane, que recebeu cerca de R$ 2,2 milhões em investimentos, sendo aproximadamente R$ 1,9 milhão e R$ 345 mil por meio do Art. 1º-A.

No Fórum, espaço tradicional da Berlinale dedicado a obras de caráter mais experimental e autoral, foi selecionado o longa Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques. O filme recebeu R$ 1,4 milhão por meio da Política Nacional Aldir Blanc, via edital da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE), e R$ 600 mil pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Já na mostra Fórum Expanded, o curta-metragem Floresta do Fim do Mundo, dirigido por Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, recebeu R$100 mil da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ).

A seleção brasileira segue forte na mostra Panorama. Integram a programação os longas Isabel, coprodução entre França e Brasil dirigida por Gabe Klinger, que não contou com recurso público brasileiro; Se eu fosse vivo, vivia, de André Novais Oliveira, que recebeu cerca de  R$ 1,9 milhão por meio do FSA/BRDE (Suporte Automático, Arranjos Regionais e Complementação); e Narciso, coprodução internacional liderada pelo Paraguai com participação minoritária do Brasil, contemplado com aproximadamente R$ 1,5 milhão por meio do Contrato de Coprodução Internacional Cinema 2022.

Completando a presença nacional, o longa Nosso Segredo, dirigido por Grace Passô, integra a mostra Perspectives e recebeu cerca de R$1,3 milhões e R$2,5 milhões vinculados ao Art. 3º-A da Lei do Audiovisual.

Até o momento, os filmes brasileiros selecionados ainda não têm data confirmada de estreia comercial no Brasil.

A participação brasileira no Festival de Berlim 2026 reforça o impacto das políticas públicas de fomento ao audiovisual, que possibilitam a produção, circulação e reconhecimento internacional das obras nacionais. O destaque do Brasil em um dos principais festivais de cinema do mundo reafirma o compromisso do Ministério da Cultura com a valorização da diversidade cultural, da inovação estética e da presença do país no circuito global do cinema.

O Festival de Berlim

O Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) é reconhecido como um dos eventos mais prestigiados da indústria cinematográfica mundial pela apresentação e premiação dos longas produzidos no ano anterior, com a concessão do Urso de Ouro e dos Ursos de Prata.

A edição de 2026 ocorre entre os dias 12 e 22 de fevereiro, na Alemanha.

O Brasil já recebeu o Urso de Ouro, principal prêmio da competição, com Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Tropa de Elite (2008), de José Padilha. Em 2025, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, foi vencedor do Urso de Prata.

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