Economia

Emprego formal é tendência e mulheres empreendedoras contratam mais que os homens

Pesquisa PNAD Contínua, divulgada nesta quarta (23/9) pelo IBGE, mostra trajetória crescente de empregos com carteira e empreendedores com CNPJ. No empreendedorismo, mulheres que chefiam negócios contratam mais que os homens

Agência Gov | Via IBGE
23/09/2026 17:25
Emprego formal é tendência e mulheres empreendedoras contratam mais que os homens
Agência Sebrae
Mulheres se destacam entre o público empreendedor e lideram como contratantes

Segundo o IBGE, em dados divulgados nesta quarta-feira (23/9), o percentual de pessoas que têm trabalho formal (com CLT ou por conta própria com empresa constituída) é o maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

A trajetória dos empregos com carteira de trabalho assinada é crescente, segundo o IBGE: “A formalização no mercado de trabalho brasileiro avança, mas ainda não atingiu o nível de 2014, o maior da série. O percentual de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada teve expansão de 2012 (39,2%) a 2014 (40,2%), quando atingiu o máximo da série histórica; contudo, a partir de 2015, essa categoria passou a registrar reduções na distribuição dos trabalhadores ocupados. Em 2023, voltou a crescer, e permaneceu estável em 2024, sendo 37,4% da população ocupada. No entanto, alcançou 37,8% em 2025 e o contingente desses trabalhadores foi de 38,9 milhões, o maior da série”.

Entre os trabalhadores por conta própria, a tendência de formalização também se consolida na perspectiva dos últimos anos. “Em 2024, o contingente de trabalhadores formado por empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no CNPJ totalizou 33,6%, registrando um avanço em relação aos 33,0% observados em 2023. No ano de 2025, essa tendência de crescimento se consolidou, atingindo o patamar inédito de 35,0%, o que representa o maior percentual de formalização desses empreendimentos em toda a série histórica iniciada em 2012 (24,0%)”, diz o IBGE.

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Empreendedoras e empregadoras

Segundo a pesquisa, há uma predominância de mulheres à frente de negócios com ao menos um empregado ou uma empregada: "Ao longo de toda a série histórica, a taxa de cobertura no CNPJ das mulheres que empregam outras pessoas permaneceu acima da marca dos 80%, partindo de 82,4% em 2012, alcançando o topo de 87,6% em 2015 e fechando o ano de 2025 em 85,8%. Em contrapartida, os empregadores homens operam em um patamar inferior. O indicador masculino, que iniciou o período em 73,1% (2012) e teve seu melhor momento em 2015 (80,6%), mostrou retomada do crescimento nos dois últimos anos da série, saindo de 78,1% em 2024 para 79,0% em 2025. Essa configuração reforça que, independentemente do porte ou da natureza do empreendimento autônomo, a força de trabalho feminina exibe uma propensão maior à formalização institucional no mercado brasileiro".

Cresce a taxa geral de ocupação

Em 2025, a população ocupada atingiu sua maior estimativa, alcançando 103,0 milhões de trabalhadores. Esse contingente representou acréscimo de 1,7% em relação a 2024 (101,3 milhões de pessoas) e de 15,4% frente à população de 2012 (89,3 milhões de pessoas).

A população em idade de trabalhar expandiu 0,8%, em relação a 2024, e foi estimada em 174,1 milhões de pessoas em 2025 Com o avanço simultâneo das duas populações, porém com maior elevação na população ocupada, o nível da ocupação ficou estimado em 59,1% da população em idade de trabalhar, sendo o maior da série, desde 2012.

 

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