Saúde

Oficina regional do Programa Mais Médicos debate desafios da interiorização dos cuidados primários em saúde no Sudeste

Belo Horizonte foi palco de encontro com representantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

05/09/2023 15:30
Oficina regional do Programa Mais Médicos debate desafios da interiorização dos cuidados primários em saúde no Sudeste
Foto: Divulgação/MS

 

A segunda oficina regional do Programa Mais Médicos, com o objetivo de articular os atores que trabalham como referências do Programa Mais Médicos em cada estado, ocorreu em Minas Gerais, na capital Belo Horizonte, e debateu, entre outros temas, os desafios da interiorização dos cuidados primários em saúde na região Sudeste.

Foi discutida a necessidade de formação direcionada às particularidades para a saúde pública local, com produção de conhecimento, por meio dos projetos e estudos que os médicos realizam durante a especialização, com o intuito de atender às demandas epidemiológicas da região, aliando, assim, interesse público e formação profissional e pessoal.

“Outro momento importante da oficina da região Sudeste foi a troca sobre as políticas de atenção primária à saúde. Um consenso que está se formando, e é um entendimento que os atores locais já traziam, é que o Programa Mais Médicos é uma estratégia para fortalecer a atenção primária à saúde. Claro que ter um profissional em formação, em educação permanente, completando uma equipe de Saúde da Família, potencializa a atenção primária à saúde. Mas, isso se faz ao reforçar a Estratégia de Saúde da Família, ao pensar o Brasil Sorridente, ao incorporar modalidades, a exemplo do Consultório na Rua, ao discutir a presença das equipes de Saúde da Família nas comunidades ribeirinhas, nas Unidades Básicas de Saúde Fluviais, então houve um momento importante de troca sobre pensar toda a política de atenção primária e sobre o papel do Mais Médicos nesse sentido”, complementa o secretário-adjunto de Atenção Primária, Felipe Proenço.

Entre os pontos levantados durante as pactuações entre os estados e o Ministério da Saúde, também foi elencada a necessidade de avanços em processos administrativos e foram sugeridos dois encontros anuais com as equipes regionais. Além disso, o grupo também debateu a importância dos sistemas de tecnologia para melhorar a gestão dos atores no acompanhamento e controle dos resultados do Programa Mais Médicos nas diversas localidades.

As oficinas regionais do programa têm despertado nos participantes um sentimento de união em prol do fortalecimento da atenção primária à saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS). Para a superintendente estadual do Ministério da Saúde em Minas Gerais, Maflávia Ferreira “o sentimento é de que está acontecendo, nesse momento, o renascimento do SUS. Voltar o olhar para as políticas públicas, sobretudo a política pública de saúde, nessa construção coletiva, nos revigora”.

O coordenador-geral de Provimento Profissional do Departamento de Apoio à Gestão da Atenção Primária, Wellington Carvalho, corrobora as palavras de Maflávia e ressalta que o programa já vem demonstrando resultados positivos. “Apostamos no Mais Médicos porque ele tem resultados. Várias instituições, grupos de pesquisa e a Organização Mundial da Saúde já estudaram o Mais Médicos e apontaram os avanços. Os municípios que tiveram médicos do programa observaram o crescimento do número de consultas na Estratégia Saúde da Família, bem como a redução da taxa de mortalidade infantil. E nos locais onde houve a saída de profissionais do Mais Médicos, sem a reposição, principalmente entre os anos de 2018 e 2019, houve aumento na taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos”, ressalta.

Wellington explica, ainda, que, entre janeiro e julho de 2023, ampliou-se em 35% o número de profissionais em programas de provimento e que,  até dezembro, espera-se chegar a 28 mil vagas de provimento médico preenchidas em todo o País.

O encontro da edição Sudeste ocorreu nos dias 31 de agosto e 1º de setembro e reuniu representantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, além de técnicos dos Ministério da Saúde e da Educação e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Por: Ministério da Saúde

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