Tecnologia

Começa a 14ª Oficina de Inclusão Digital e Participação Social

Abertura aconteceu terça-feira e contou com a participação do Serpro, um dos patrocinadores do evento

17/10/2023 22:11
Começa a 14ª Oficina de Inclusão Digital e Participação Social
Foto: Divulgação/Serpro

 

Começou a 14ª Oficina de Inclusão Digital e Participação Social. Após um período de sete anos sem um evento nacional, atores da sociedade civil, iniciativa privada e órgãos governamentais de todo o país estão reunidos novamente para discutir e formular uma política de superação de desafios de acesso e competência tecnológica. A abertura do encontro aconteceu na última terça-feira, 17, em Brasília e contou a presença do diretor de Pessoas do Serpro, Marco Sobrosa, além de outras autoridades do governo e líderes das organizações não governamentais responsáveis pelo encontro.

“O Serpro voltou e também se volta novamente para inclusão digital, após um baque nos últimos quatro anos. As palavras que me ocorrem são resistência e resiliência”, anunciou Sobrosa. O diretor ressaltou que a inclusão digital agora faz parte do planejamento estratégico para 2024, está presente expressamente na nova missão da empresa e orienta, também, o processo de construção do melhor governo digital para o cidadão. “Nosso objetivo não é apenas o de prover soluções, mas trabalhar no letramento e na destreza digitais”, complementou.

O diretor também deu destaque aos editais de projetos sociais lançados pela empresa, o Agora 2M, voltado para mulheres, e o Agora 3T, direcionado a pessoas trans e travestis. A primeira iniciativa já reuniu 132 trabalhos propostos e, a segunda, 45.

Já Vilmar Simion, fundador e coordenador da ONG Programando o Futuro, lembrou que, desde 2003, os encontros de transformação digital têm contribuído para orientar as políticas públicas e produção de normas que orientaram o desenvolvimento tecnológico no país. “Nossas oficinas foram palco de discussões sobre o Marco Civil da Internet, a Política Nacional de Software Livre e o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil”, exemplificou.

Desenvolvimento inclusivo

Cristina Kiomi Mori, secretária-executiva do Ministério da Gestão e Inovação, alertou que o mercado não vai cuidar da inclusão das pessoas. “O desafio, não só aqui, mas no mundo, é de um desenvolvimento inclusivo, com transição ecológica e inclusão digital. Por isso, é muito importante reafirmarmos este espaço de participação”, defendeu.

Para Antonio Hobmeir, diretor de Gestão de Infraestrutura da Dataprev, a inclusão digital não se trata apenas de “celulares nas mãos”. “Nosso foco é traduzir sistemas digitais para entregar a política pública na ponta, independente de quem está recebendo”. Segundo o diretor, só o aplicativo Meu INSS recebe 1,6 milhões de acessos diariamente. “Um país conectado deve ter cidadãos capazes de dialogar com esse tipo de ferramentas”, complementou.

Inclusão e reciclagem

Segundo Ludymilla Chagas, assessora do Sistema de Participação Social do do Ministério das Comunicações, os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) são um dos carros-chefes da ação do pasta, além das ações de inclusão. A assessora disse que, em sua experiência, já  está sendo possível trazer o cidadão para dentro do poder executivo. "Estamos hackeando o sistema de dentro para fora, promovendo oficinas de letramento de gênero, etnia, religiosidade e trazendo representações do movimento social para dar aulas para a burocracia", pontuou.

Por sua vez, o secretário executivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Leonardo Reisman, trouxe a experiência do Reciclotech, um programa voltado para além de reciclagem eletrônica, além da capacitação profissional por meio de cursos em informática básica, manutenção de computadores e robótica. “Hoje, lançamos cinco novos polos do programa em diferentes regiões do Distrito Federal”, anunciou.

Regiane Assis, assistente social da Escola Técnica de Cuiabá relatou que, da mesma forma que o programa do DF, sua instituição também oferece cursos voltados para adolescentes e oferece um serviço de reciclagem de lixo eletrônico. “Devolvemos computadores recondicionados à sociedade e promovemos uma inclusão tecnológica e social”, disse.

Por fim, Beatriz Tibiriçá, do Coletivo Digital, ONG que também promove o evento, disse que o público estava ali “porque era transgressor”. Beá relatou que a volta da oficina só foi possível graças aos relatos de centenas de “fazedores de inclusão digital” espalhados por todo o país. “Ninguém pode vender nosso futuro, nossa utopia é construída a partir de uma soberania digital” concluiu.

Por: Serpro

 

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