Esporte

Natação brasileira pretende classificar mais nadadores para Paris 2024 até maio

Para o chefe da delegação brasileira de natação, Felipe Domingues, o Brasil deve classificar mais nadadores no Mundial de Doha, em fevereiro, e nas competições até o prazo de 23 de junho pra atingir o índice

26/10/2023 12:38
Natação brasileira pretende classificar mais nadadores para Paris 2024 até maio
Foto: Divulgação/Ministério do Esporte


A natação brasileira encerrou sua participação na piscina do Centro Aquático de Santiago 2023, na quarta-feira (25/10), com sentimento de missão cumprida com a terceira posição no quadro de medalhas da modalidade, três índices olímpicos e melhoria no desempenho das mulheres.

Ao todo foram 25 medalhas em Santiago 2023, sendo sete de ouro, sete de prata e onze de bronze, atrás apenas dos Estados Unidos, em primeiro e do Canadá na segunda colocação com o mesmo número de medalhas que o Brasil, mas com quatro ouros a mais.

"A participação do Brasil foi boa, a gente conseguiu 25 medalhas, bem próximo a Lima 2019, mas esse Pan contou com potências da natação, tanto EUA e Canadá vieram com times mais fortes. A gente conseguiu misturar a experiência de alguns atletas com a juventude de outros então nosso time ficou bem coeso", avaliou o chefe da equipe do Time Brasil de natação, Felipe Domingues.

Mesmo tendo alcançado apenas três índices olímpicos no Pan, o desempenho de Gabrielle Roncatto (Bolsa Atleta Olímpica) e Maria Fernanda Costa (Bolsa Atleta Nacional) nos 400m livre, e de Guilherme Caribé (Bolsa Atleta Pódio) nos 100m livre, que conseguiram se classificar para Paris são considerados muito fortes na avaliação do chefe da natação brasileira em Santiago. Para ele, há tempo e planejamento para classificar mais atletas.

"A Confederação fez uma salvaguarda com todas as competições que valem como "seletiva olímpica", mas considerando que a seletiva soberana é final de abril, começo de maio, a gente tem condições para definir todo o time que vai pra Paris", explicou.
Além do Mundial de Esportes Aquáticos de Doha, em fevereiro de 2024, a natação brasileira conta com o calendário de competições da Federação Internacional de Natação (Fina), até 23 de junho de 2024 para obtenção do índice olímpico.

As disputas por medalhas na natação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 contarão com 852 atletas e serão realizadas na Arena Paris La Défense. Cada delegação terá o número máximo de 26 homens e 26 mulheres.

"Os nossos revezamentos foram o ponto chave da nossa campanha, então a gente está trabalhando forte porque tem o Mundial de Doha e a gente quer classificar o máximo de revezamentos pra ir pra Olimpíada, então Santiago foi mais um passo em direção aos Jogos Olímpicos de Paris", comentou Felipe Domingues.

O chefe da natação brasileira em Santiago 2023 também falou sobre a contribuição do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte para o desempenho do Brasil nos jogos.

"Eu acho que o programa Bolsa Atleta é fundamental pro esporte olímpico do Brasil. É fundamental. Ele dá um suporte para os atletas uma tranquilidade. É importantíssimo e por isso acho que estamos conseguindo grandes resultados por termos mais este programa de incentivo aos atletas e ao esporte olímpico", concluiu.

Missão cumprida

Ele chegou no Pan afirmando que sua meta era a conquista de quatro ouros, e m esmo reconhecendo a dificuldade da façanha, Guilherme Costa, o "Cachorrão" (Bolsa Atleta Pódio) cumpriu seu objetivo na final dos 1500m livres desta quarta.

Dessa vez, o duelo braçada a braçada por praticamente toda a prova com o venezuelano Alfonso Mestre (repetindo a final dos 800m livres) teve a companhia de John Gallant, dos Estados Unidos. Com Mestre ficando para trás, Gallant resistiu ao ritmo de Guilherme somente até os últimos 100m, quando o brasileiro abriu vantagem para bater com 15:09'29".

"Fiquei muito feliz de ter conseguido a quarta medalha hoje e de ter ajudado o Brasil dessa forma no quadro de medalhas. Sei que nossa delegação vai ganhar muitas medalhas ainda", comentou Felipe, que é até então o maior medalhista do Brasil, tendo participado da vitória no revezamento 4x200m e vencido os 400m, 800m e 1500m livres.

Entre as mulheres, o destaque ficou para as cinco medalhas de Stephanie Balducchini (Bolsa Atleta Olímpica): ouro no revezamento misto 4x100m medley, prata nos 100m livre e no revezamento 4x200m livre, além de bronze nos revezamento misto 4x100m medley e 4x100m livre feminino, mostrando potência e velocidade nas suas participações.

Confirmando a força do revezamento brasileiro, o Brasil fechou com prata na última prova do dia: os 400m medley com Guilherme Basseto (Bolsa Atleta Olímpica), João Gomes (Bolsa Atleta Nacional), Vinícius Lanza (Bolsa Atleta Olímpica) e Guilherme Caribé com o tempo de 3:35'12", atrás dos Estados Unidos com 3:33'29" e à frente do Canadá que ficou com o bronze.

O Brasil também conquistou nessa quarta o bronze nos 1500m livre com Viviane Jungblut (Bolsa Atleta Pódio) e nos 200m medley com Leonardo Coelho (Bolsa Atleta Internacional).

O tesouro brasileiro de medalhas na natação na história de todos os Jogos Panamericanos soma agora 229 medalhas, sendo 69 ouros, 68 pratas e 94 bronzes.

Por: Ministério do Esporte

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