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Esther Dweck esclarece dúvidas de ouvintes sobre o Concurso Público Nacional Unificado

Em entrevista à Voz do Brasil, ministra do Ministério da Gestão e Inovação apresenta informações após publicação dos editais que oferecem mais de 6 mil vagas para o serviço público federal

11/01/2024 16:11
Esther Dweck esclarece dúvidas de ouvintes sobre o Concurso Público Nacional Unificado
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) , Esther Dweck , participou do programa de rádio Voz do Brasil , na quarta-feira (10/01), dia da publicação dos oito editais que oferecem oportunidades para preencher 6.640 vagas de 21 órgãos públicos do governo federal.

Dweck respondeu quatro perguntas dos ouvintes e explicou que a prova será realizada em um único dia, 5 de maio de 2024 , em duas etapas ( manhã e tarde ), com a novidade de ser aplicada de modo pulverizado pelo país. Ao todo, 220 municípios receberão os candidatos , em 5.141 locais diferentes de realização da prova, que foi dividida em oito blocos , de acordo com a necessidade dos órgãos envolvidos.

Um dos objetivo s é proporcionar condições iguais em todo o Brasil , para que as pessoas possam disputar as vagas d a administração pública federal com deslocamento de até 100 quilômetro s, no máximo .

Blocos

O modelo do Concurso Público Nacional Unificado adotou os blocos como divisões de conhecimentos específicos para cada área de atuação , e não para cada órgão ou ministério .

Por exemplo , as vagas para engenheiros estão concentradas no bloco de exatas, mas isso não quer dizer que os profissionais de engenharia aprovados irão todos para o mesmo órgão ou setor . Na realidade, órgãos diferentes , que precisam de engenheiros , irão avaliá-los pela mesma prova , para então selecioná-los para áreas distintas.

A ministra citou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como um dos órgãos que possui vagas em vários dos blocos , porque a necessidade de servidores abrange mais de um setor.

Esther Dweck ainda esclareceu que cada candidato precisa eleger um bloco que se enquadre à sua aptidão porque, mesmo tendo como objetivo uma determinada vaga, o indivíduo inscrito poderá concorrer a todos os cargos do bloco, contanto que ele faça essa escolha e tenha a formação exigida para o posto anunciado. Lembrando que há vagas que não exigem diploma para os campos de atuação.

Banco de aprovados

“Leia o edital com calma e saiba que teremos lives para explicá-los em detalhes. É importante entender que , ao escolher a ordem de preferência da vaga , dentro do bloco, quanto maior sua nota, maior a chance de ocupar o cargo desejado. Se não der a primeira opção, a pessoa poderá ainda ser chamada para as vagas abaixo da que selecionou”, elucidou a ministra.

Dweck acrescentou outra inovação dentro da proposta do CPNU: no mesmo dia da publicação dos editais, o presidente Lu iz Inácio Lula da Silva publicou um decreto que altera o cadastro reserva do concurso , para que haja um banco de excedentes . O objetivo é atender a demanda dos órgãos, que é maior do que as 6 .640 mil vagas anunciadas.

Isto é, uma pessoa aprovada para uma vaga , que não é a de preferência inicial , continua no banco de candidatos . Se abrir espaço e houver nota o suficiente do candidato (a) , ele (a) pode subir para a vaga almejada , mesmo tendo assumido outro posto . Isso faz com que o banco de candidatos possa convocar substitutos para a vaga , durante a vigência do concurso, que será de doze meses, prorrogável por mais doze, após a publicação.

“A vigência prevista pode ser prorrogada por mais um ano. H á uma grande demanda nos órgãos e não aprovamos todas as vagas necessárias . Haverá um pedido dos ministérios para que a gente chame mais gente, porém é uma decisão de que depende de orçamento ”, declarou a ministra.

Antes de encerrar a entrevista, a ministra afirmou que os critérios para desclassificar um candidato incluem não acertar 40% das provas objetivas, tanto a geral quanto a específica, e que a prova discursiva, assim como a redação para a prova de quem tem até o ensino médio completo, não pode ser zerada. Para as provas que exigem formação específica, o candidato perderá a vaga se não comprovar que possui diploma.

Confira aqui a entrevista completa .

Por: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

Link: https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2024/janeiro/esther-dweck-esclarece-duvidas-de-ouvintes-sobre-o-concurso-publico-nacional-unificado
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