Trabalho e emprego

Taxa de desocupação no trimestre novembro-janeiro é a menor desde 2013

A quantidade de pessoas ocupadas ao final do trimestre que terminou em janeiro era de aproximadamente 103,0 milhões. Número de trabalhadores com carteira no setor privado cresceu

Agência Gov
27/02/2025 10:25
Taxa de desocupação no trimestre novembro-janeiro é a menor desde 2013
Agência Brasil/arquivo

A taxa de desocupação (6,5%) no trimestre encerrado em janeiro de 2025 variou 0,3 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre de agosto a outubro de 2024 (6,2%) e caiu 1,1 p.p. ante o trimestre móvel de novembro de 2023 a janeiro de 2024 (7,6%).

Essa taxa de desocupação é a menor da série histórica sobre o trimestre, captada a partir de 2013, e iguala o mesmo período de 2014, como pode ser observado na tabela abaixo:

Taxa de desocupação - Brasil - 2012/2025

Tabela1-PNADCnovdezjan.jpg

Os dados são da PNAD Contínua, referente ao trimestre novembro/2024-janeiro/2025, divulgados nesta quinta (27), pelo IBGE.

Por sua vez, o mês de janeiro deste ano, analisado isoladamente, trouxe um saldo positivo superior a 137 mil postos de trabalho com carteira assinada, conforme anunciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última quarta (26).

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A quantidade de pessoas ocupadas ao final do trimestre que terminou em janeiro deste ano era de aproximadamente 103,0 milhões. Isso significa uma diminuição de 0,6%, ou seja, menos 641 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Comparando com novembro de 2023 a janeiro de 2024, quando havia no Brasil 100,6 milhões de pessoas ocupadas, ocorreu alta de 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), por sua vez, atingiu 58,2%, redução de 0,5 ponto percentual ante o trimestre de agosto a outubro de 2024 (58,7%). Confrontado ao mesmo trimestre do ano anterior (57,3%), esse indicador teve variação positiva de 0,9 p.p.

A população desocupada (7,2 milhões) cresceu 5,3% na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2024 (6,8 milhões). Porém, no confronto com igual trimestre do ano anterior (8,3 milhões), apresentou queda de 13,1% (menos 1,1 milhão de pessoas).

A população ocupada (103,0 milhões) recuou 0,6% (menos 641 mil pessoas) no trimestre e aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) caiu para 58,2%, diminuindo 0,5 p.p. no trimestre (58,7%) e variando 0,9 p.p. no ano (57,3%).

A taxa composta de subutilização (15,5%) mostrou estabilidade no trimestre (15,4%) e teve queda de 2,0 p.p. no ano (17,6%). A população subutilizada (18,1 milhões) também ficou estável no trimestre (17,9 milhões) e recuou 11,0% (menos 2,2 milhões de pessoas) no ano (20,3 milhões).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,7 milhões) caiu nas duas comparações: 8,3% no trimestre (menos 428 mil pessoas) e 10,8% no ano (menos 569 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,8 milhões) aumentou 1,0% (mais 640 mil pessoas) no trimestre e apresentou estabilidade no ano.

A população desalentada (3,2 milhões) cresceu 4,8% no trimestre (mais 147 mil pessoas) e teve redução de 10,9% (menos 389 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,8%) variou 0,1 p.p. no trimestre (2,7 p.p.) e recuou 0,4 p.p. no ano (3,2 p.p.).

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,3 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 3,6% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,9 milhões) caiu no trimestre (menos 553 mil pessoas) e cresceu 3,2% (mais 436 mil pessoas) no ano.

O número de empregados no setor público (12,5 milhões) mostrou redução de 2,8% no trimestre e expansão de 2,9% (mais 352 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,8 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Já o número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) diminuiu 2,4% no trimestre e mostrou estabilidade no ano.

A taxa de informalidade foi de 38,3% da população ocupada (ou 39,5 milhões de trabalhadores informais), contra 38,9% (ou 40,3 milhões) no trimestre encerrado em outubro e 39,0% (ou 39,2 milhões) no trimestre de novembro 2023 a janeiro de 2024.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.343) cresceu 1,4% no trimestre e 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 339,5 bilhões) ficou estável no trimestre e aumentou 6,2% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano.

força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 chegou a 110,2 milhões de pessoas, permanecendo estável frente ao trimestre de agosto a outubro de 2024 e crescendo 1,2% (mais 1,3 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre de agosto a outubro de 2024 mostrou que não houve crescimento em qualquer grupamento. Ocorreu redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas).

Frente ao trimestre de novembro de 2023 a janeiro de 2024, cinco grupamentos cresceram: Indústria Geral (2,7%, ou mais 355 mil pessoas), Construção (3,3%, ou mais 246 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 654 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,9%, ou mais 373 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 523 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Taxa composta de subutilização – Trimestres de novembro a janeiro – Brasil – (em %) – 2012/2025

rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2024, mostrou aumento em três categorias: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%, ou mais R$ 122), Outros serviços (6,8%, ou mais R$ 171) e Serviços domésticos (2,3%, ou mais R$ 29). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Frente ao trimestre de novembro de 2023 a janeiro de 2024, houve aumento em seis categorias: Indústria (4,1%, ou mais R$ 128) Construção (5,9%, ou mais R$ 143) Transporte, armazenagem e correio (4,4%, ou mais R$ 133) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais R$ 111), Outros serviços (9,3%, ou mais R$ 229) e Serviços domésticos (3,1%, ou mais R$ 38). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A análise do rendimento médio mensal real por posições de ocupação do trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, frente ao trimestre de agosto a outubro de 2024, mostrou aumento em duas categorias: Trabalhador doméstico (2,3%, ou mais R$ 29) e Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,6%, ou mais R$ 175). As demais categorias não apresentaram variação significativa.

A comparação com o trimestre de novembro de 2023 a janeiro de 2024 indicou aumento em quatro categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,2%, ou mais R$ 96), Trabalhador doméstico (3,1%, ou mais R$ 38), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,0%, ou mais R$ 146) e Conta-própria (5,3%, ou mais R$ 138).

Com dados do IBGE


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