Segurança pública

Governo, MP e Judiciário debatem integração no combate ao crime organizado

Encontro da Renorcrim reúne especialistas para discutirem a importância da cooperação entre as forças de segurança, novas tecnologias e metodologias de investigação

Agência Gov | Via MJSP
26/08/2025 14:20
Governo, MP e Judiciário debatem integração no combate ao crime organizado
Divulgação
Terceiro encontro técnico da Renorcrim ocorre em Curitiba durante três dias

Integrar as instituições de segurança pública, compartilhar conhecimentos e traçar estratégias de inteligência e investigação para desmantelar grupos ilegais são os objetivos do 3º Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que ocorre desta terça-feira (26/8) a quinta-feira (28), em Curitiba (PR).

Durante os três dias de evento, serão debatidos, na sede do Ministério Público do Paraná e na Escola Superior da Polícia Civil do estado, temas estratégicos e atuais, como: cadeia de custódia e vestígios digitais; uso da inteligência artificial na persecução penal; recuperação de ativos e gestão patrimonial; criptoativos e criminalidade econômica; operações interagências e redes colaborativas; e parcerias com instituições bancárias e plataformas digitais na investigação criminal.

Também serão abordadas as novas tecnologias e metodologias de investigação; alguns casos de sucesso e boas práticas no enfrentamento ao crime organizado; e os próximos desafios e as perspectivas.

Participam delegados das unidades especializadas, promotores de Justiça e juízes de garantias ou de varas focadas em crime organizado de todo o País. Na programação, estão previstas palestras, mesas-redondas e workshops, que ajudarão no aprofundamento dos conhecimentos em áreas específicas e na troca de experiências com outros profissionais da área.

O titular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mario Sarrubbo, explicou que a Renorcrim é uma ferramenta importante na viabilização de uma política pública eficiente de combate às organizações criminosas. Ele defendeu a integração entre as forças de segurança como parte fundamental desse processo e destacou que a estratégia adotada pelo Governo Federal precisa produzir resultados que, de fato, desestruturem esses grupos.

“O crime organizado está integrado, e só ações integradas de forças estaduais e federais vai permitir que possamos trabalhar com eficiência. Portanto, a Renorcrim é um passo essencial nesse sentido”, disse. Em sua avaliação, a rede é uma realidade, que já produz resultados muito significativos por ter sido estruturada e pensada com muita cautela.

“Nós demos passos importantes para criar sinergia entre as instituições. Em primeiro lugar, com as Polícias Civis, depois com os Ministério Públicos, os Gaecos [Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado], e, agora, com as polícias no âmbito federal. E é dessa forma que se constrói a confiança necessária entre as instituições, para que elas possam agir de forma integrada e com eficiência”, descreveu.

O diretor de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), Rodney da Silva, pontuou que uma forma de enfrentamento ao crime organizado é a integração não somente das forças de segurança, mas do Ministério Público, do Poder Judiciário e da própria sociedade.

“Estamos falando de uma rede colaborativa que permite ações coordenadas, eficientes e com legitimidade social. Uma questão importante é a confiança, a interoperabilidade entre essas forças que substitui o modelo isolado tradicional por um modelo de colaboração”, enfatizou.

Renorcrim

Ao promover o esforço conjunto, a Renorcrim visa potencializar as unidades especializadas da segurança pública e estabelecer diretrizes colaborativas, metodologias inovadoras e operações coordenadas para descapitalizar os grupos criminosos.

Para alcançar esses objetivos, a rede aposta na capacitação contínua dos profissionais de segurança, na construção de fluxos eficientes de informações, no investimento em tecnologia e na troca de boas práticas entre as instituições. Nos próximos anos, a expectativa é expandir as ações por meio de operações integradas e contínuas, reuniões técnicas periódicas e aquisição de novos equipamentos.

A Renorcrim é coordenada pelo MJSP, por meio da Diopi, e conta com representantes das Polícias Civis, de órgãos federais e estaduais e das de entidades ligadas ao Sistema de Justiça Criminal, além da parceria com os supervisores das Ficcos, da Polícia Federal, e dos Gaecos e membros dos Ministérios Públicos das 27 unidades da Federação.

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