Obra do violonista Sebastião Tapajós é reconhecida como manifestação da cultura nacional
Artista paraense teve carreira musical longa e prolífica, deixou legado como divulgador de ritmos indígenas e afro-brasileiros no exterior, além de ter atuado na formação musical de jovens amazônicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.319/2025, que reconhece a obra musical do violonista Sebastião Tapajós como manifestação da cultura nacional. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29/12) e leva também a assinatura da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
O músico paraense lançou mais de 50 discos e se consagrou principalmente na Europa, onde revelou ao público internacional ritmos como baião, carimbó e lundu — manifestações culturais nordestina, indígena e afro-brasileira, respectivamente.
Legado
Sebastião Tapajós teve uma carreira que atravessou décadas, gravou dezenas de discos e transitou entre a música erudita e a popular, com parcerias importantes com diversos músicos nacionais e internacionais. Uma das mais conhecidas foi ao lado de Paulinho da Viola e de Maria Bethânia, numa turnê pela Europa que resultou no álbum Nova Bossa Nova, lançado em 1972.
O artista também foi um educador e difusor da cultura, com participações em projetos sociais e pedagógicos voltados à formação de jovens músicos na Amazônia. O artista morreu em outubro de 2021, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio.
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