Zé da Velha, artista referência e guardião do choro brasileiro
Funarte reverencia o legado do mestre do trombone, referência na prática e difusão do ritmo na cena musical contemporânea.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) reverencia o legado de José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha, artista referência e guardião do choro brasileiro. Natural de Aracaju (SE), mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde, junto à velha guarda de músicos como Pixinguinha (1897-1973) e João da Baiana (1887-1974), consolidou-se como músico, ganhou o apelido e tornou-se um mestre do trombone.
Tendo Pixinguinha como mestre maior, Zé da Velha atuou como solista ao lado de músicos e grupos emblemáticos da música popular brasileira como Cordão da Bola Preta e participou de álbuns importantes como “Chorando pelos dedos” (1976), “Chorando baixinho: um encontro histórico” (1979) e “Choro na Praça” (1977).
Ao lado do trompetista Silvério Pontes, formou “a menor big band do mundo”, parceria exitosa que rendeu a gravação de seis álbuns. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, influenciou uma geração de músicos a partir de uma atuação avessa a grandes holofotes, mas decisiva na popularização e difusão do choro na cena musical contemporânea.
A Funarte se solidariza com familiares, amigos e artistas. O legado de Zé da Velha permanece como referência para a música e a cultura popular brasileira.
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