Isenção do IR e reajuste do salário mínimo injetarão R$ 110 bilhões na economia neste ano, diz Marinho
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, medidas, somadas ao menor desemprego da história, fazem o Brasil crescer de forma consistente
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, medidas em vigor desde o início deste ano, vão injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026.
A afirmação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, entrevistado do programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (7/1) no Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira, ou seja, mais de R$ 10 bilhões por mês que acrescenta no consumo, na dinâmica, da roda girando, como costuma dizer o presidente Lula, como costuma dizer o nosso vice-presidente (Geraldo) Alckmin”.
“E essa massa salarial, a renda dos trabalhadores, tem crescido durante os nossos governos e, mais uma vez, neste ano. Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, este vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos já em janeiro com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários”, disse o ministro, que afirmou que apenas o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de 6,7%, vai injetar R$ 80 bilhões na economia.
Os reajustes anuais do salário mínimo levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente. Em 14 de janeiro, o salário mínimo brasileiro completará 90 anos.
Já sobre a isenção de Imposto de Renda, a previsão do governo é que 15 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês sejam beneficiados. Estão previstos ainda descontos progressivos para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil mensais.
Você pega o teu holerite de janeiro e compara com o teu holerite de dezembro ou de novembro. Quanto você pagou de Imposto de Renda lá em novembro, dezembro, quanto você vai pagar em janeiro. Seguramente você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário, é real. Então você vai sobrar dinheiro aí do que você vinha recebendo para investir nas tuas necessidades, melhorar o que necessitar ou fazer uma poupança”.
“Você pode falar: ‘Já que eu não recebia isso aqui, vou passar a receber, eu vou poupar por um ano aqui para fazer uma viagem ou para investir na educação’. Ou para investir na troca do seu veículo, geladeira, fazendo a economia girar. Toda vez que tem dinheiro na mão dos trabalhadores, a economia gira, as empresas vendem mais. As empresas vendendo mais, tem que contratar mais gente. Portanto, é o Brasil crescendo de forma sustentável e, seguramente, a classe trabalhadora tem muita responsabilidade nesse processo, porque isso aqui alimenta o Fundo de Garantia (FGTS), que alimenta o financiamento do Minha Casa, Minha Vida, que alimenta grandes projetos de infraestrutura do país, isso aqui alimenta o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que alimenta o financiamento do BNDES, da modernização para a engenharia, economia, saúde. Ou seja, é uma cadeia, um processo que alimenta o conjunto da economia brasileira e você, trabalhador ou trabalhadora, é o principal ator nesse processo. Você tem grande responsabilidade no sucesso da economia do Brasil”, explicou Luiz Marinho.
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Menor desemprego
O recorde inédito e positivo da taxa de desemprego, que ficou em 5,2% em novembro, a menor já registrada desde 2012, início da pesquisa realizada pelo IBGE, também foi tema da entrevista.
E desde janeiro de 2023, o Brasil superou o marco de 5 milhões de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados em dezembro de 2025.
“É um crescimento bastante consistente em todos os segmentos da economia e em todas as unidades da federação. Ou seja, é um crescimento que não é uma bolha. Contrariando os ditos especialistas de mercado, que olhava lá em 2023 e dizia que o Brasil não crescia, cresceria na ordem de 0,5%, 0,7%, cresceu 3,2%. Em 2024, que cresceria 1,5%, 1,7%, cresceu 3,4%. Agora de novo, crescimento e este ano de novo vai crescer. E crescendo o PIB, seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027”, afirmou.
“Nós tivemos algum momento que o trabalho informal chegou a ultrapassar o trabalho formal e agora nós temos uma reversão importante. Dos 102 milhões de brasileiros e brasileiras ocupados, nós temos 49 milhões do Caged, ou seja, carteira profissional assinada, CLT direitinho. Mais 12 milhões de servidores e servidoras, Então resta aí a ordem de ainda mais de 30 milhões de trabalhos informais, mas é muito diferente do que nós olhamos, por exemplo, há oito anos atrás”.
Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro
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