Defesa Civil

O atual Governo não espera prefeitura pedir ajuda; vai lá e trabalha junto, afirma Waldez Góes

Em entrevista à Voz do Brasil, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, falou sobre o trabalho em socorro a cidades da Zona da Mata, em Minas, que passa por chuvas intensas desde o início da semana. E garantiu que não faltarão apoio e recursos financeiros por parte do Governo Lula

Agência Gov
26/02/2026 19:32
O atual Governo não espera prefeitura pedir ajuda; vai lá e trabalha junto, afirma Waldez Góes
Márcio Pinheiro
Ministro Waldez visita Ubá, em MG

O atual Governo do Brasil, ao contrário de "outros governos", não fica esperando que as prefeituras de cidades em crise solicitem ajuda e tenham de lidar com burocracias e demoras. "Nós fazemos lá, juntos, com as prefeituras, nós auxiliamos até botar no nosso sistema", afirma o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, em entrevista à Voz do Brasil desta quinta-feira (26/2).

Em outros governos, a Defesa Civil Nacional ficava esperando o município fazer, mandar, analisar, fazer diligência e devolver. Então esse trabalho lado a lado com a comunidade, com os voluntários, com os com os profissionais civis e militares, com as autoridades locais é uma recomendação do presidente Lula desde seu primeiro dia de governo e nós cumprimos rigorosamente isso. Não é só eu, todos os ministérios que são envolvidos."

Na entrevista, o ministro discorreu sobre as ações que o Governo Federal está desenvolvendo na região da Zona da Mata Mineira, em que cidades foram duramente atingidas por fortes chuva desde o início desta semana. O próprio Waldez percorreu as cidades nos últimos dias e coordenou ações, em parceria com as administrações municipais e o governo estadual.

"Eu passei dois dias em Ubá e Juiz de Fora e as nossas equipes, tanto da saúde, quanto do desenvolvimento social, do Ministério da Defesa, da Defesa Civil Nacional, da Casa Civil estão na região auxiliando todos os prefeitos e equipe dos prefeitos", disse o ministro, salientando a ligação direta com quem de fato conhece as cidades.

Para consolidar essa proximidade e organizar o trabalho de reconstrução que vai se seguir ao final das chuvas e aos primeiros resgates e ajuda humanitária, o ministro afirmou que o Governo do Brasil vai instalar fisicamente um grupo de trabalho na região da Zona da Mata mineira, uma espécie de gabinete de crise.

"Nós vamos instalar nos próximos dias, lá na Prefeitura de Juiz de Fora, para servir, não só de acompanhamento, mas da agilidade das providências da parte do Governo Federal na assistência humanitária, também na parte do restabelecimento e da reconstrução das cidades", destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, em entrevista à Voz do Brasil desta quinta-feira (26/2).

Até que seja normalizado, nós vamos manter esse grupo de trabalho do Governo Federal mobilizado com as equipes locais para garantir o restabelecimento da normalidade", prosseguiu o ministro.

Waldez Góes, acompanhado do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, percorreu bairros afetados em Juiz de Fora e o centro de Ubá para acompanhar de perto as ações de socorro e reconstrução. Os primeiros planos de trabalho para restabelecimento e assistência humanitária na região foram aprovados na quarta-feira (25) pelo MIDR, com a liberação prevista de R$ 2,9 milhões para Juiz de Fora e R$ 482,4 mil para Ubá, totalizando R$ 3,4 milhões para a reconstrução das cidades e assistência aos atingidos. 


Confira as ações do Governo do Brasil em apoio às cidades mineiras


Para agilizar a solicitação de recursos para assistência e restabelecimento dos serviços essenciais, a Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa. "Isso cria as condições legais para que todos os órgãos do Governo Federal que precisem atuar em resposta, em restabelecimento ou reconstrução, também resgate, em cuidado das pessoas afetadas atuem", lembrou Waldez Góes.

Então já no primeiro dia, na terça-feira, além de nós reconhecermos a situação de calamidade de forma sumária, auxiliamos os prefeitos, tanto de Ubá, de Matias Barbosa e também de Juiz de Fora a elaborar planos de ajuda humanitária, que são executados pelos próprios municípios. Nós repassamos, empenhamos os recursos para os próprios municípios fazerem esse trabalho", explicou. 

O ministro destacou ainda a força-tarefa do Governo do Brasil mobilizada para o resgate e restabelecimento da região. Entre as medidas já tomadas, está o pagamento de Bolsa Família e BPC, que serão antecipados para beneficiários em cidades atingidas.

"Nesse primeiro momento já envolvemos, como eu disse, a Força Nacional do SUS, a Força Nacional do SUAS, também o Ministério da Defesa, o Ministério das Minas e Energias, da Infraestrutura, Caixa Econômica, Dataprev, enfim, todas, Ministério das Cidades, todos os órgãos que vão sendo necessários atuar. O fato de eu ter reconhecido já a calamidade permite, e autorizado pelo presidente Lula, já começam também fazer a liberação daquelas políticas públicas que são de sua responsabilidade", afirmou o ministro.


Leia a entrevista completa:

Ministro, Defesa Civil Nacional já reconheceu de forma sumária o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e também em Ubá e Matias Barbosa. Por que que é importante que o reconhecimento de calamidade pública seja feito de forma tão rápida?

Isso cria as condições legais pra que todos os órgãos do Governo Federal que precisem atuar em resposta, em restabelecimento ou reconstrução também resgate, em cuidado das pessoas afetadas atuem. Então na hora que eu faço reconhecimento aqui, sumário, como fiz tanto de Juiz de Fora, quanto de Ubá e Matias Barbosa, no primeiro dia, no primeiro dia após o desastre, todos os órgãos do Governo Federal já se mobilizam, como assim que fizemos, já fomos a maioria já para a região da Zona da Mata e ali já atuando de acordo com os protocolos, juntos com o Governo do Estado e principalmente os municípios em todas essas frentes que dizem respeito a resposta em desastre que é assistir as pessoas, fazer procura de desaparecidos, salvamento, o cuidado com as pessoas desabrigadas, desalojadas, também trabalhar já o restabelecimento dos serviços públicos e a partir daí a reconstrução dos prejuízos causados eh em cada município. 

Ministro, mais de três milhões de reais já foram liberados pra Juiz de Fora e Ubá após essas fortes chuvas e como é que os recursos serão aplicados nas ações emergenciais nessas duas cidades?

A gente faz isso sempre em acordo lá com os atores municipais. Eu passei dois dias em Ubá e Juiz de Fora e as nossas equipes, tanto da saúde, quanto do desenvolvimento social, do Ministério da Defesa, da Defesa Civil Nacional, da Casa Civil estão na região auxiliando todos os prefeitos e equipe dos prefeitos e logicamente que os primeiros planos de trabalho dizem respeito a ajuda humanitária, de respeito a água, a comida, a material de engenho pessoal, a garantia dos ambientes de alojamento para os desabrigados também, combustível, tudo que necessita pra dar apoio às famílias, esse primeiro recurso diz respeito a isso.

Então já no primeiro dia, na terça-feira, além de nós reconhecermos a situação de calamidade de forma sumária, nós auxiliamos os prefeitos, tanto de Ubá, de Matias Barbosa e também de Juiz de Fora a elaborar esses planos de ajuda humanitária e esses planos de ajuda humanitária são executados pelos próprios municípios. Nós repassamos, empenhamos os recursos para os próprios municípios fazerem esse trabalho.

E agora começamos a trabalhar desde ontem já os planos de limpeza pública que nós chamamos de de restabelecimento. Às vezes tem um problema de energia, de água, de mobilidade urbana, de obstrução de ruas e vias públicas. Então vem planos logo em seguida pra ajudar em toda essa recuperação no que de respeito a busca da normalidade do fluxo diário de pessoas no município, nos distritos, nas comunidades.

E por fim é os planos de reconstrução que também já estamos trabalhando, as equipes já estão lá já fazendo a mensuração das pontes que foram danificadas, estradas para a gente começar já a trabalhar os planos de reconstrução desse patrimônio público e popular. 

previsão de liberação de recursos também pra outras cidades que possam ter sido atingidas, ou que venham a ser atingidas?

O presidente Lula, desde o seu primeiro dia de mandato, garantiu todos os recursos que assim foram necessários pra assistir a sociedade, a população em qualquer evento desses, seja enchente, fogo, ciclone, deslizamento de encosta, de estiagem, em todos os casos. Do Rio Grande do Sul até Amapá sempre fomos autorizados por ele a garantir ao cidadão, através do município, do estado, a  integrar o apoio em todos esses momentos. O apoio primeiro na busca, na solidariedade, no cuidado das pessoas que ficam atingidas diretamente nesse momento e, depois, no restabelecimento e na reconstrução dos danos. Então nunca faltou recurso.

E quando o presidente Lula me ligou, logo que aconteceu esse episódio, esse evento na Zona da Mata em Minas Gerais, ele me ligou e me autorizou a ir à Zona da Mata acompanhado da Força Nacional de Defesa Civil, da Força Nacional do SUS, da Força Nacional dos SUAS, das Forças Armadas, todos autorizados a dizer que o que fosse necessário pra atender as pessoas em parceria com o estado e com os municípios eu estava autorizado assim a dizer.

Então as nossas equipes estão com as equipes dos prefeitos trabalhando em campo. Cada dia que terminar vai terminar com um plano de trabalho sendo feito e com recurso sendo empenhado para os municípios. Então dessa forma autorizado pelo presidente como fez em todos os outros e as outras situações que ocorreram no país, nós estamos autorizados a atuar também na Zona da Mata assistindo toda a comunidade através dessa parceria intensa aí com o as autoridades municipais.

No início da entrevista, o senhor falou que primeiro é o atendimento humano. Quais são as prioridades imediatas no atendimento às famílias desabrigadas e desalojadas?

Olha nossas equipes estão atuando desde o salvamento da busca ainda tem pessoas desaparecidas que a gente está como especialista junto com as áreas municipais e estaduais fazendo busca. Então a busca o salvamento assistência as pessoas que perderam familiares que vão desde a questão de profissionais psicólogos, de trabalho a parte psicológica, até mesmo o apoio para eles poderem serem tratados, cuidados e a parte dos abrigos tudo que é necessário de alojamento, de recursos, de material, então tudo que é necessário a gente garante, desde a água, comida, a comunicação, a dormida, enfim, esses são os primeiros cuidados. Você cuidar de quem perdeu famílias, que perderam vidas, cuidar de busca e de salvamento e tratar, cuidar das pessoas que estão desalojadas e desabrigadas.

Esse desde o primeiro momento nós começamos trabalhar junto com as equipes e a e começamos também limpar as cidades, nós já saímos de lá autorizando a prefeitura adquirir todo o material e equipamento necessário pra limpar a cidade, pra desobstruir, pra enfim a gente entrar na reconstrução daquilo que foi destruído.

Esse trabalho é feito conjuntamente com as prefeituras também? 

Sim, nós colocamos lá especialistas em todas as áreas na parte social, na parte de saúde pública, na parte de restabelecimento e reconstrução estamos dentro dos espaços dos centros de coordenação de Ubá, de Matias do Sul e de Juiz de Fora. 

Então a gente se junta com as equipes locais que é quem conhece profundamente as ruas, as avenidas, os locais de risco. Eu fui pessoalmente tanto em Ubá quanto em Juiz de Fora, eu fui visitar áreas que estavam em alto risco, inclusive em entrevista que eu dei lá, dado a saturação do solo e também a forma íngreme como estão localizadas as ruas e avenidas e as casas das pessoas e o fato de ter tido deslizamento nos primeiros dias, então eu mesmo previ ali que não precisa muito até pelo conhecimento de lidar diretamente com isso e uma chuva de 50, 60 milímetros nós poderíamos ter novamente deslizamento.

Obviamente que agora com a antecipação de toda a retirada das pessoas das áreas de altíssimo risco mesmo acontecendo deslizamento como aconteceu em três bairros ontem e pode acontecer em Juiz de Fora, na Zona da Mata nós não tivemos vidas ceifadas porque as famílias já tinham sido retiradas dessas casas.

Então a gente trabalha ali em em duas mãos, em três mãos [com governos municipais e estadual]. Em outros governos, a Defesa Civil Nacional ficava esperando o município fazer, mandar, analisar, fazer diligência e devolver. Nós fazemos lá juntos, nós auxiliamos até botar no nosso sistema e o secretário nacional que está hoje na região ainda na zona da mata, ele aprova lá mesmo e sobe pra mim aqui só poder fazer o empenho e a liberação dos recursos. Então esse trabalho lado a lado com a comunidade, com os voluntários, com os com os profissionais civis e militares, com as autoridades locais é uma recomendação do presidente Lula desde seu primeiro dia de governo e nós cumprimos rigorosamente isso. Não é só eu, todos os ministérios que são envolvidos.

Nesse primeiro momento já envolvemos pra lá, como eu disse, a Força Nacional do SUS, a Força Nacional do SUAS, também o Ministério da Defesa, o Ministério das Minas e Energias, da Infraestrutura, Caixa Econômica, Dataprev, enfim, todas, Ministério das Cidades, todos os órgãos que vão sendo necessários atuar. O fato de eu ter reconhecido já a calamidade permite e autorizado pelo presidente Lula já começam também fazer a liberação daquelas políticas públicas que são de sua responsabilidade.

Nós vamos instalar nos próximos dias, a partir de hoje, lá na Prefeitura de Juiz de Fora, pra servir, não só de acompanhamento, mas da agilidade e as providências da parte do Governo Federal na assistência humanitária, também na parte do restabelecimento e da reconstrução das cidades. Até que seja normalizado, nós vamos manter esse grupo de trabalho do Governo Federal mobilizado com as equipes locais para garantia o restabelecimento e da normalidade.

A única coisa que a gente não pode fazer é devolver a vida das pessoas, por isso que a gente fica solidário com a gente, com a família, todos e todas, mas todos os demais problemas, nós vamos atuar fortemente, desde o primeiro momento, como estamos fazendo, até buscar ter tudo resolvido, né? As pontes reconstruídas, estrada, comunicação restabelecida,  energia, tudo que for necessário. 


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