Habitação

Em três anos, Governo do Brasil já investiu R$ 330 bilhões no Minha Casa, Minha Vida

Ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que valor representa o maior investimento em habitação da história. Minha Casa, Minha Vida alcançou neste mês 2 milhões e 200 mil casas contratadas desde 2023, e deve chegar ao final do ano com 3 milhões de moradias, superando meta do governo

Eduardo Biagini | Agência Gov e Secom
24/02/2026 10:05
Em três anos, Governo do Brasil já investiu R$ 330 bilhões no Minha Casa, Minha Vida
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Jader Filho: "Nós conseguimos antecipar meta em um ano. E nós queremos chegar até o final do ano com 3 milhões de casas contratadas"

Com um investimento de R$ 330 bilhões entre moradias subsidiadas e financiadas, o Minha Casa, Minha Vida alcançou neste mês a marca de 2,2 milhões de moradias contratadas desde 2023. Os números foram divulgados pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante o programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira (24/2), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Nestes três anos nós já estamos chegando a R$ 330 bilhões investidos na habitação no Brasil pelo Minha Casa, Minha Vida. É o maior investimento da história do nosso país”

“O certo é que nós temos avançado muito no tema da habitação. Nós chegamos já neste mês de fevereiro a mais de 2 milhões e 200 mil casas contratadas. Lembrando que a meta que o presidente Lula tinha nos dado era de 2 milhões em 4 anos. Nós conseguimos antecipar essa meta em um ano. E nós queremos chegar até o final do ano com 3 milhões de casas contratadas”, afirmou o ministro.

As unidades habitacionais contratadas beneficiarão 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do país. No Sudeste, são 3,48 milhões de pessoas de diferentes faixas de renda. No Nordeste, outras 2,22 milhões. No Sul, 1,38 milhão. No Centro-Oeste, 925 mil pessoas, e outras 431 mil na região Norte. Desde 2023, foram entregues mais de 1,3 milhão de unidades habitacionais.

Propulsor da economia

O ministro das Cidades também comentou como o Minha Casa, Minha Vida funciona como propulsor da economia brasileira. Pesquisas com metodologias distintas apontam que a maior parte dos lançamentos e das vendas no setor habitacional no país está vinculada ao programa.

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Impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida, o mercado imobiliário fechou 2025 com recordes no número de unidades lançadas e vendidas, o valor geral de lançamentos e a quantidade de novas unidades do programa. É o que aponta uma pesquisa divulgada na segunda-feira (23/2) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025. O fechamento anual mostra crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, com 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas.

Já um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 85,9% dos lançamentos imobiliários no Brasil em 2025.

Ontem mesmo saiu um estudo feito pela CBIC mostrando o impacto do crescimento que o Minha Casa, Minha Vida tem feito em relação à questão do tema da habitação. Também a Abrainc apontou que 85% de todos os lançamentos feitos no país tinham sido feitos pelo Minha Casa, Minha Vida, mostrando que o programa responde à necessidade das famílias brasileiras pela habitação, e por outro lado, gera emprego e renda. Porque o setor da construção civil tem importância para a geração de emprego e renda no nosso país”, disse

A geração de empregos com carteira assinada na construção civil foi de 192.176 em 2025 até novembro, com aumento de 6,73% sobre o mesmo período de 2024, segundo dados do Novo Caged. No total, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor em novembro era de 3.049.483.

Região Norte

O ministro Jader Filho também afirmou que o Governo do Brasil tem adotado medidas para ampliar o acesso da Região Norte ao Minha Casa, Minha Vida. Já estão abertas novas seleções do programa nas modalidades Urbano, Rural e voltadas a públicos específicos. A expectativa é que as medidas ampliem o número de contratos na região e contribuam para equilibrar a participação regional no programa até 2027.

“Nós ampliamos o valor do cheque de entrada. Agora o valor da região Norte salta de R$ 55 mil para R$ 65 mil. Vamos dar um cheque a mais, e essas pessoas não têm que devolver esse dinheiro. O objetivo é aumentar a participação do Norte nas contratações habitacionais, que ainda estão abaixo da meta prevista para o programa, e aproximar o ritmo de crescimento ao das demais regiões do país”, ressaltou o ministro das Cidades.

Rio Grande do Sul 

No Rio Grande do Sul, o programa habitacional tem papel relevante tanto na retomada econômica do estado após os eventos climáticos extremos quanto na moradia das famílias afetadas. O ministro destacou que cerca de 10,5 mil famílias já foram atendidas pela modalidade Compra Assistida.

“Nós temos avançado bastante no Rio Grande do Sul no tema da habitação. Se nós pegarmos só as famílias impactadas pelas enchentes, estamos chegando a 10,5 mil famílias atendidas só com Compra Assistida. Temos feito esses investimentos não só no Rio Grande do Sul, mas por todo o Brasil”, destacou.

Criado como resposta rápida para garantir novos lares às famílias impactadas, o Compra Assistida ultrapassou a marca histórica de 10 mil moradias contratadas. No estado gaúcho, o Compra Assistida integra o Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, que contabiliza crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões, e atende famílias enquadradas nas faixas 1 e 2 do programa, com renda bruta mensal de até R$ 4,7 mil.

Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro


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