Mulheres

Mulheres ocupam 60% das funções de chefia da CAPES

Presença feminina é maioria na liderança e no quadro funcional geral

Agência Gov | Via Capes
31/03/2026 11:12
Mulheres ocupam 60% das funções de chefia da CAPES
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A atual presidente da CAPES/MEC é a sexta mulher a ocupar o cargo máximo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, instituição que está comemorando 75 anos de promoção da educação e fomento da ciência brasileira. Ela é uma das 75 mulheres nos cargos de chefia enquanto 52 homens estão em postos de liderança.

Denise Pires de Carvalho está na presidência da CAPES desde 2024, quando deixou a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) para assumir o comando da instituição. A equidade de gênero é uma das marcas da sua gestão.

Entre as ações está a instituição do Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades para debater a carreira científica das mulheres.

As medidas se refletem no quadro geral de servidoras, servidores, colaboradoras e colaboradores da CAPES. As mulheres são 559 dos 1.009 profissionais da agência federal de fomento à pós-graduação e à formação de professores da educação básica.

Imagem: Marcia Serra, diretora de Formação de Professores da Educação Básica da CAPES (Julia Prado - ASCOM/CAPES)
Imagem: Marcia Serra, diretora de Formação de Professores da Educação Básica da CAPES (Julia Prado - ASCOM/CAPES)

Denise diz que há inúmeras evidências científicas de que nos ambientes mais diversos há maior eficiência. E ressalta que as mulheres não devem ser subjugadas apenas a cargos de menor relevância.

"Isso significa injustiça social. Muitas vezes as mulheres são mais capazes e ficam submetidas a chefias sem a competência adequada. Isso precisa mudar para o bem das instituições", afirma.

A CAPES está nesse caminho. Uma das mulheres em função de chefia na CAPES é a diretora de Formação de Professores da Educação Básica, Marcia Serra Ferreira. Para ela, ter uma instituição da relevância da agência com maioria de mulheres em seu quadro é um poderoso exemplo da competência profissional feminina.

“Assim, fugimos da visão patriarcal de que somos melhores somente porque cuidamos. Essa presença nos ajuda a ocupar outros espaços de liderança, outros espaços profissionais que ainda não estão abertos para as mulheres no país”, destaca.

A diretora reforça que as mulheres estão mais atentas às situações de machismo, misoginia, preconceitos e discriminações. “Somos capazes de perceber situações que nem sempre os homens notam, agindo com mais rapidez para impedir que outras mulheres ou que outros grupos minoritários, como negros, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, sofram assédio, possibilitando que tenham espaços apropriados para um trabalho saudável”, comenta.

Na avaliação da diretora, a mulher tem mais capacidade de escuta para entender essas questões, exercendo muitas vezes uma liderança mais comprometida e sensível.

Imagem: Luciana Gottschall, diretora de Gestão da CAPES (Ester Cruz - ASCOM/CAPES)
Imagem: Luciana Gottschall, diretora de Gestão da CAPES (Ester Cruz - ASCOM/CAPES)

A diretora de Gestão da CAPES, Luciana Gottschall, tem como atribuições a responsabilidade sobre os recursos humanos, a logística e o orçamento da agência, que no ano passado foi de R$ 5,7 bilhões.

"Mulheres trazem, em regra, um olhar mais humanista, mais atento a grupos sub-representados e para as desigualdades com as que se convive no país", afirma.

Servidora de carreira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Luciana sempre teve bastantes colegas mulheres. Apesar disso, a progressão na carreira é um desafio. "Os obstáculos são maiores para as mulheres, mesmo em áreas em que somos ampla maioria. Ao superar essas barreiras, conseguimos trazer uma outra visão para a gestão, mais ligada ao todo", diz.

Igualdade salarial
Uma outra ação da gestão da presidente Denise Pires de Carvalho foi assegurar igualdade salarial entre copeiras e garçons. "As copeiras ganhavam 40% menos que os garçons. Era nítido que havia uma questão de gênero. Fizemos um estudo para identificar a possibilidade de ter um contrato transformando as copeiras em garçonetes”, explica Luciana, responsável pela gestão de pessoas e do orçamento da CAPES. A diretora levou o assunto para a presidente, que decidiu equiparar os valores.

Luciana conta que foi constatado que as atribuições poderiam ser as mesmas. “Quando se dá 40% de aumento você muda a vida de uma pessoa. O impacto para o orçamento da CAPES é muito pequeno frente ao que você vai dar para as pessoas que estão aqui o dia inteiro servindo os outros trabalhadores”, acrescenta.

Força de trabalho da CAPES

Categoria

Feminino

Masculino

Total

Servidoras(es) da CAPES

188

150

338

Estagiárias(os)

8

6

14

Colaboradoras(es)

365

292

657

Total

561

448

1.009

Fonte: DGES/CAPES – março/2026

Redação ASCOM/CAPES

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