‘Mudou nossas vidas’, diz líder indígena sobre antenas parabólicas
Programa do ministério das Comunicações distribuiu os equipamentos em comunidade de Roraima, tradicionalmente habitada pelo povo Wapichana
“Antigamente, tínhamos uma antena com três canais, mas, com o tempo, os canais foram sumindo. A chegada dessa nova parabólica mudou nossas vidas. Agora, estamos felizes demais.” A declaração é de Geronildo Santana Gentil, líder indígena da Comunidade Mangueira, em Amajari (RR).
As novas antenas na comunidade foram instaladas pelo Brasil Antenado, programa coordenado pelo Ministério das Comunicações que distribui parabólicas a famílias de baixa renda em diversos estados do país.
Muitos dos beneficiados na localidade não tinham acesso à TV aberta.
O programa, que também é uma iniciativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é executado pela Entidade Administradora da Faixa (EAF). O objetivo é ampliar o alcance da televisão aberta e gratuita no país, especialmente em regiões onde o sinal é insuficiente ou até inexistente.
Assistir à TV, após a instalação das antenas, passou a integrar a rotina dos moradores da Comunidade Mangueira, que se reúnem para acompanhar telejornais, transmissões esportivas, novelas e outros conteúdos.
Geronildo instalou sua TV na área externa da casa e agora aproveita seus momentos de folga deitado na rede, assistindo aos programas favoritos entre os mais de 100 canais disponíveis.
“Eu assisto ao meu futebol; minha esposa, à novela e aos jornais; e meus filhos, aos desenhos. O processo de inscrição e instalação foi bem rápido, só temos que agradecer”, afirmou.
A família de Osmar dos Santos, outro beneficiado, está entre as cerca de 9 mil aptas a receber a nova antena digital nos três municípios contemplados em Roraima: Alto Alegre, Amajari e Uiramutã. De acordo com ele, a antena representou uma mudança significativa na rotina da família.
“Antes, a gente não tinha acesso às informações. Hoje, acompanhamos tudo o que acontece praticamente em tempo real. Além disso, a qualidade da imagem é excelente, o que faz toda a diferença. Sou muito grato ao programa, que me possibilitou também a oportunidade de trabalhar na instalação das antenas. Isso ajudou muito na renda familiar”, destacou.
A Comunidade Indígena Mangueira, onde vivem Geronildo e Osmar, é tradicionalmente habitada pelo povo indígena Wapichana. Atualmente, a comunidade é composta por 87 famílias, totalizando 326 pessoas. A principal fonte de subsistência está ligada à agricultura familiar, com o cultivo de mandioca, milho e feijão.
Brasil Antenado
O programa foi viabilizado a partir da Portaria MCom nº 17.337, de 7 de abril de 2025. O objetivo central é assegurar o acesso à informação como direito fundamental, principalmente em regiões com sinal insuficiente, promovendo uma transformação estrutural no acesso à televisão aberta e gratuita para diversas famílias.
Ao todo, o programa atenderá 323 municípios, em 16 estados, de forma faseada, até junho de 2026.
- Fase A (14/07 a 13/12/2025): 77 municípios, em 6 estados (MA, PI, PA, CE, RN e PE), com mais de 220 mil famílias aptas – CONCLUÍDA.
- Fase B (13/10/2025 a 13/03/2026): 138 municípios, em 5 estados (TO, PA, RR, PI e MA), com mais de 229 mil famílias aptas.
- Fase C (12/01/2026 a 13/06/2026): 108 municípios, em 8 estados (ES, MG, GO, BA, MT, MS, RO e RS), com mais de 222 mil famílias aptas.
A lista completa de cidades está disponível no site oficial: www.brasilantenado.org.br .
Sobre a EAF
A Entidade Administradora da Faixa (EAF) é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país; a execução dos programas Siga Antenado e Brasil Antenado; a implantação das infovias na região amazônica, para expandir a infraestrutura de telecomunicações no Norte do Brasil; e o desenvolvimento das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.
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