Saúde

SUS incorpora remédio para doença hepática autoimune crônica

Portaria que determina a incorporação do medicamento bezafibrato, voltado ao tratamento da colangite biliar primária, foi publicada nesta sexta-feira (6/11), no Diário Oficial da União. Doença é é mais frequente nas mulheres entre os 40 e 70 anos

Agência Gov | Via Secom
06/11/2026 10:47
SUS incorpora remédio para doença hepática autoimune crônica
Fernando Frazão/Agência Brasil
Os benefícios esperados do tratamento incluem a redução dos sintomas de prurido e fadiga e reversão ou regressão das lesões hepáticas,

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou entre os remédios oferecidos à população o medicamento bezafibrato, aplicado no tratamento da colangite biliar primária. Trata-se de uma doença hepática colestática crônica progressiva, autoimune, caracterizada pela inflamação e destruição progressiva dos ductos biliares interlobulares de pequeno e médio calibre. A colangite biliar primária pode evoluir para cirrose, doença hepática terminal e óbito e afeta predominantemente mulheres, na proporção de 10:1.

A Portaria SCTIE/MS Nº 73 , que oficializa a incorporação do bezafibrato, foi publicada nesta sexta-feira (6/11), no Diário Oficial da União. De acordo com a norma, as áreas técnicas terão o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento no SUS.

SINTOMAS – A colangite biliar primária é mais frequente nas mulheres entre os 40 e 70 anos de idade, embora possa ocorrer em homens e em mulheres de qualquer idade. Costuma ser um fator hereditário. Geralmente, a doença começa a se manifestar gradualmente. Cerca de metade das pessoas não apresenta sintomas no início. Com frequência, os primeiros sintomas incluem: coceira, fadiga, boca e olhos secos, dificuldade de concentração e névoa mental.

Outros problemas podem não ocorrer até meses ou anos depois, como a pele pode escurecer ou os nervos podem ser danificados (denominado neuropatia), as pessoas podem sentir desconforto na parte superior do abdômen. Às vezes, a gordura se acumula em pequenos caroços amarelos na pele (xantoma) ou nas pálpebras (xantelasma). Pode haver o desenvolvimento de icterícia (descoloração amarelada da pele e do branco dos olhos) e acúmulo de líquido no abdômen (denominado ascite) ou em outras partes do corpo, como tornozelos e pés (denominado edema).

TRATAMENTO – Os benefícios esperados do tratamento incluem a redução dos sintomas de prurido e fadiga, reversão ou regressão das lesões hepáticas, aumento na sobrevida livre de transplante, melhora dos sintomas e da qualidade de vida dos pacientes.

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