Brasil tem maior rede de infraestrutura esportiva da história em construção, afirma André Fufuca
Ministro do Esporte destaca mais de 2 mil obras em construção, em especial as Arenas Brasil, que já estão em funcionamento e devem chegar a 1 mil municípios até final de 2027
O Brasil tem hoje mais de 2 mil obras de infraestrutura esportiva pública em construção, entre estádios, ginásios, quadras, campos e arenas, em todos os estados e no Distrito Federal. O impacto desses equipamentos para fortalecer o esporte como vetor de desenvolvimento social e qualidade de vida da população foi um dos temas da entrevista do ministro do Esporte, André Fufuca, no programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (11/2), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Ministério do Esporte hoje tem a maior rede de infraestrutura esportiva da história em construção. Para que você tenha uma noção, nós estamos falando de mais de 2 mil obras. O maior número de municípios beneficiados por estrutura esportiva na história”.
“Um ministério que não existia (até 2023), hoje é um ministério que abraça o país inteiro, que tem obras nos 27 estados, nas cinco regiões, e que pela primeira vez olha para os invisíveis, aqueles que nunca foram olhados.”
Entre os destaques estão as Arenas Brasil. A política integra o eixo de Infraestrutura Social e Inclusiva do Novo PAC, com a meta de alcançar 500 municípios neste ano e 1 mil cidades até final de 2027.
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Na seleção do ano passado, 260 municípios foram habilitados, totalizando um investimento aproximado de R$ 390 milhões nesta fase. As unidades em territórios de maior vulnerabilidade social seguem um projeto padrão que inclui campo de futebol society com grama sintética, quadra de basquete 3x3, pista de caminhada, parque infantil e iluminação de LED. Até o momento, 12 arenas já foram entregues à população. 30 Arenas Brasil já estão em funcionamento.
Segundo o ministro, o projeto das Arenas Brasil foi idealizado para transformar áreas antes ociosas em espaços de convivência e cidadania.
A gente costuma dizer que naqueles locais onde antes se jogava lixo, que eram terrenos baldios, hoje é um depósito de sonhos. A gente vê os lugares onde já foi inaugurada a alegria da população, que antigamente tinha uma área abandonada e hoje tem lá uma praça esportiva que vai a senhora no fim da tarde fazer caminhada, o senhor no começo da manhã fazer caminhada, o jovem usar o campo society, as crianças usam o playground, enfim, dar vida”, afirmou André Fufuca
Lei de Incentivo ao Esporte
O ministro também comentou a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política pública contínua, sem prazo de encerramento, após sanção pelo presidente Lula. A mudança traz segurança para o planejamento de longo prazo de projetos esportivos no Brasil, e prevê o aumento da dedução para empresas de 2% para 3% do Imposto de Renda a partir de 2028. Os projetos voltados para inclusão social seguem com possibilidade de 4% de dedução, enquanto as pessoas físicas podem deduzir até 7% do IR.
De 2023 até o presente momento, já foram captados mais de R$ 2,6 bilhões em recursos, com 18.180 projetos apresentados e mais de 3 mil termos de compromisso assinados.
Chegamos a marca de mais de um milhão de pessoas beneficiadas pela primeira vez na história. Existem centenas de núcleos esportivos hoje mantidos em todo o Brasil. Estou falando aqui desde a periferia de Crateus, no Ceará, até um bairro de São Paulo. Existem programas, como no caso em São Paulo, que só um programa tem mais de 16 mil crianças (beneficiadas)”.
“Eu defendo, inclusive, que nós possamos ter uma alteração para que uma parte desses recursos seja dividido de uma forma igual. Há uma concentração muito forte hoje no Sul e Sudeste. Porque as grandes empresas, grandes indústrias estão lá. Então é mais fácil que aquelas pessoas que têm programas, elas tenham a captação dessas grandes empresas. Até porque no Norte e Nordeste tem menos empresas e menos fábricas do que tem no Sul e Sudeste. Eu sou favorável que nós possamos alterar de alguma maneira, pode ser através de um projeto de lei. A gente agradece a todos que fazem essa parceria, agradecemos as empresas, agradecemos aqueles que acreditam na Lei de Incentivo, mas a gente acha que esse programa deve ser aperfeiçoado também, chegando mais ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil”, disse o ministro.
TEATIVO — O Programa TEAtivo, que promove a inclusão social de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio do esporte, também foi destacado pelo ministro. Realizado em parceria com a Apae Brasil, o programa atende famílias na região Norte e estudantes no Nordeste. As atividades adaptadas contribuem para o desenvolvimento motor, cognitivo e a socialização dos participantes. “Há décadas atrás, o tratamento que se dava a jovens e crianças autistas era um tratamento totalmente discriminatório, até pela falta de conhecimento. A sociedade não pode virar as costas, ela tem de abrir os braços, ela tem que abraçar”, frisou Fufuca.
“Esse programa é o primeiro da história do Ministério do Esporte que visa ajudar e, principalmente, abrir as portas da inclusão para essas crianças. É voltado a crianças de 6 a jovens de 18 anos e que existem hoje em todas as capitais do Norte e Nordeste do Brasil. É um programa que atende mais de 5 mil famílias. Nosso projeto é chegar às capitais do Centro-Oeste, Sul e Sudeste esse ano”, prosseguiu o ministro.
Bolsa Atleta
Após ter completado 20 anos em 2004, o Bolsa Atleta, que apoia esportistas de modalidades olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas, do estudantil ao pódio, foi fortalecido nesta gestão. Os valores das bolsas foram reajustados em 10,86% e atualmente mais de dez mil atletas recebem. A lista definitiva dos contemplados pelo edital de 2026 deve ser anunciada até o fim de abril.
“É o maior programa de investimento individual do mundo no esporte. Nenhum país tem a quantidade de atletas beneficiados como o Brasil. A gente vem batendo recorde pelo terceiro ano seguido. Ano passado tivemos 9.600 atletas beneficiados entre Bolsa Atleta e Bolsa Pódio (a categoria mais alta do programa). Neste ano, acho que bateremos novamente o recorde. As inscrições terminaram no início de fevereiro e, mais uma vez, o número de inscritos foi recorde”, afirmou o ministro.
Impacto
Em 2024, o Brasil encerrou a participação nos Jogos Olímpicos de Paris com 20 medalhas, a segunda melhor marca da história. Foram três ouros, sete pratas e dez bronzes, que colocaram o país no 20º lugar do quadro de medalhas. Dos 60 medalhistas em Paris — 48 são mulheres e 12 são homens — 100% eram integrantes do Bolsa Atleta ou foram beneficiados pelo programa ao longo de suas carreiras. Dos 276 atletas que representaram o Brasil nas Olimpíadas da capital francesa, 241 faziam parte do programa, um percentual de 87,3%. Nas Paralimpíadas o percentual foi ainda maior: dos 279 atletas que disputaram a competição, 274 eram apoiados pelo Bolsa Atleta, 98,2% dos convocados. O Brasil terminou na quinta colocação geral, com o recorde de 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes), com todas os pódios tendo a “digital” do Bolsa Atleta.
Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro
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